
Eu que pensava que fontes osteológicas eram apenas os museus ou as jazidas por onde andei!
Afinal também existem outras fontes osteológicas...
Imagens - Björn Johansson

Eu que pensava que fontes osteológicas eram apenas os museus ou as jazidas por onde andei!
Afinal também existem outras fontes osteológicas...
Imagens - Björn Johansson
Não sei se chore, se ria.
Algumas ideias da conferência da American Association for the Advancement of Science, e sobre Saúde e Nutrição, onde se fala:
…da pegada ecológica originada pelos excessos alimentares…
“Much of the present high calorie density food production has a massive carbon footprint and requires wasteful amounts of energy and water. If we are to feed the world – 8 billion people in just 20 years time – with a healthy diet, we need to deliver a rescue plan for the planet – not just to address global warming, but to ensure we have sufficient healthy food to feed everyone.”
…do ataque à obesidade, com as mesmas armas com que se combate as alterações climáticas…
“Obesity must be tackled in the same way as climate change with world leaders agreeing to vital steps to transform the environment that is making us fat, a leading international nutritional scientist warned today.”
…de que precisamos que nos defendam de nós próprios…
Nancy Simmons, do American Museum of Natural History, e restante equipa que publicou a descoberta na revista Nature, avançam que a nova espécie de morcego- Onychonycteris finneyi - ainda não possuiria a capacidade de eco-localização, ou seja, o típico "radar" dos morcegos.
Esta conclusão provém da ausência, no Onychonycteris finneyi, de estruturas osteológicas (ósseas), no ouvido interno, necessários à eco-localização. As proporções e anatomia dos membros anteriores permitem inferir uma capacidade de voo semelhante aos actuais morcegos.
Esta descoberta vem apoiar a hipótese que o voo em Chiroptera (a Ordem dos morcegos) é anterior ao desenvolvimento do "radar". Esta hipótese já havia sido apontada anteriormente já que a combinação de capacidade de voo, capacidade respiratória para o voo e eco-localização deva ser uma novidade evolutiva e, consequentemente, mais recente que qualquer uma daquelas isolada.
Com uma envergadura dos membros anteriores de 25 cm (contra os quase 10 metros do Quetzalcoatlus), o novo pterossáurio chinês é um extremo, na sua pequenez, da variedade de formas de répteis gigantes do mesozóico.
O Nemicolopterus crypticus é uma nova espécie de pterossáurio cujas dimensões o colocam na galeria dos mais invulgares. Foi descoberto na famosa jazida de Liaoning, no nordeste da China, em rochas com 120 milhões de anos.
Apesar de juvenil, confirmado pela não fusão de alguns dos seus ossos, estava desprovido de dentes e, inferiram os paleontólogos chineses e brasileiros que o descreveram, a partir da estrutura das suas patas, que tinha hábitos arborícolas - alimentava-se nas árvores, possivelmente de insectos.
(Publicado no jornal O Primeiro de Janeiro a 24/01/2008)
A formação paleontológica desperta frequentemente as questões que abordo.
Não foi o caso desta vez.
Estava eu em frente ao espelho, a preparar-me para a árdua e sisífica tarefa que pesa na vida de qualquer homem, o barbear, quando olhando existencialmente para as lâminas de corte me ocorreu o seguinte: “Mas estes tipos não param de aumentar o número de lâminas? Não haverá limite?”
Um flash da infância passou-me diante dos olhos - carros de F1 com seis rodas. Daí aos insectos foi um instantinho.
E agora, que faço eu com estes temas, pensei?
Ok, a Internet está cá para isso, pelo menos para as lâminas e F1, daí que comece antes com os conhecimentos da “casa”.
As seis patas de qualquer insecto (sim, as aranhas com as suas oito patas, não são insectos) são o resultado da sua história evolutiva. Mas e seis patas resultam?
(Publicado no jornal O Primeiro de Janeiro a 01/11/2007)
Apesar de muito desejada, a hibernação não passa de um desejo inatingível pelos humanos. Já demos por nós, várias vezes e em alturas de maior cansaço, a cobiçar dormir por vários dias. Desligar e apenas descansar. Passar pelas brasas de forma longa e continuada.
Mas a hibernação é muito mais do que um simples dormir.
Pode definir-se como um estado em que o animal tem uma substancial redução quer na temperatura corporal quer nos gastos energéticos bem como na taxa cardíaca. A redução térmica verificada em animais que hibernam pode atingir mínimos de 5ºC – temperatura semelhante ao interior de um frigorífico, na zona dos vegetais.
A redução de gastos energéticos nos animais que hibernam pode atingir o 1% do habitual embora o mais habitual sejam reduções energéticas para níveis dos 10-20% do normal.
Era tão bom poder, da mesma forma, entrar em “hibernação” de despesas …


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